Projeto quer barrar ganhos de deputados nas redes sociais

Projeto quer barrar ganhos de deputados nas redes sociais
Foto: congressoemfoco.com.br

Um projeto em tramitação no Congresso Nacional pode acabar com a festa de deputados e senadores que faturam nas redes sociais. A proposta proíbe políticos de monetizar conteúdos ligados à atuação parlamentar ou produzidos com recursos públicos.

A medida atinge em cheio parlamentares que transformaram seus canais no YouTube, Instagram e TikTok em fontes de receita paralelas. Muitos usam estrutura paga pelo contribuinte para gravar vídeos que geram publicidade.

O texto veda qualquer tipo de ganho financeiro com materiais que tenham relação com o mandato. Isso inclui desde entrevistas sobre projetos de lei até bastidores da Câmara e do Senado.

O que muda na prática

Políticos não poderão mais ativar programas de parceria das plataformas digitais. Também fica proibido aceitar patrocínio ou fazer publipost em conteúdos vinculados ao exercício do cargo.

A regra vale para qualquer material produzido com equipamentos, equipes ou instalações custeadas pelo orçamento parlamentar. Ou seja: quem usa assessores para editar vídeos ou grava nas dependências do Congresso não pode lucrar com isso.

O projeto ainda não tem data para ser votado. A proposta precisa passar por comissões antes de ir ao plenário.

Pressão sobre o Planalto

A iniciativa aumenta a pressão sobre o Planalto para decidir como lidar com a influência digital dos parlamentares. O governo ainda não se posicionou oficialmente sobre o tema.

Nos bastidores, há quem defenda que a planalto decisão sobre o assunto precisa vir rápido. A demora pode gerar desgaste político com a sociedade, que vê com maus olhos políticos enriquecendo às custas do cargo.

Críticos argumentam que parlamentares já recebem salários polpudos e verbas generosas. Lucrar em cima do mandato seria dupla remuneração indevida.

Defensores da monetização alegam liberdade de expressão. Dizem que produzir conteúdo é trabalho legítimo e que a vedação seria censura.

O embate promete esquentar nas próximas semanas conforme a proposta avança.