Fungo brasileiro pode substituir agrotóxicos em 200 culturas
Cientistas da Embrapa Meio Ambiente, em São Paulo, descobriram como turbinar um fungo capaz de proteger mais de 200 tipos de plantações sem usar agrotóxicos. O Clonostachys rosea age como um guardião natural contra a podridão cinzenta, doença que destrói desde tomates até morangos.
A descoberta envolve dois ajustes simples no cultivo do microrganismo: controlar a quantidade de ar e equilibrar carbono e nitrogênio no ambiente onde ele cresce.
Como funciona
O fungo atua diretamente contra pragas. Ele combate patógenos, insetos e vermes que atacam as lavouras. Com as mudanças no cultivo, os pesquisadores conseguiram aumentar a produção de estruturas reprodutivas do Clonostachys rosea.
Essas estruturas garantem maior resistência e durabilidade do fungo quando aplicado nas plantações.
Impacto na agricultura
A podridão cinzenta é uma das doenças mais destrutivas da agricultura mundial. Ela ataca frutas, hortaliças e flores, causando perdas bilionárias todo ano.
Até agora, o controle dependia principalmente de fungicidas químicos. A nova técnica abre caminho para biopesticidas mais eficientes e sustentáveis.
O desenvolvimento de produtos biológicos cresce no Brasil. O país já é referência em controle biológico de pragas, especialmente na soja e na cana-de-açúcar.
Próximos passos
Os cientistas trabalham agora para escalar a produção do fungo. O objetivo é viabilizar a fabricação industrial de biopesticidas baseados no Clonostachys rosea.
A técnica pode beneficiar desde pequenos produtores até grandes empresas agrícolas. O cultivo ajustado do fungo reduz custos e aumenta a eficácia do controle biológico.
A Embrapa não informou prazo para disponibilizar a tecnologia ao mercado.