EUA e Japão salvam o iene em operação inédita desde 2011
O Ministério das Finanças do Japão confirmou nesta segunda-feira (3) uma operação coordenada com os Estados Unidos para segurar o iene. É a primeira vez desde 2011 que as duas potências atuam juntas no mercado de câmbio.
A moeda japonesa vinha despencando. A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, justificou a intervenção como resposta à "volatilidade excessiva e movimentos desordenados" do iene.
"O governo não hesitará em adotar novas ações, se necessário", declarou Katayama em comunicado oficial.
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Questionado no domingo (2) durante voo presidencial, Donald Trump admitiu a operação sem rodeios. "O Japão tinha um iene em desvalorização e queria um pouco de ajuda", disse.
"Estamos sempre ao lado do Japão", completou o presidente americano.
Por que isso importa
Intervenções cambiais coordenadas são raras. A última havia ocorrido há 13 anos, quando o iene disparou após o tsunami e o desastre nuclear de Fukushima.
Desta vez, o problema é o oposto: a moeda japonesa perdia valor rápido demais. Isso encarece importações e pressiona a inflação no Japão.
A confirmação oficial veio apenas hoje, mas operadores de mercado já desconfiavam da ação conjunta desde o fim de semana.
A sinalização de Katayama deixa claro: se o iene voltar a cair de forma desordenada, novas intervenções virão. Com apoio americano, a mensagem ao mercado fica mais forte.