Voyager: a tecnologia que deixou o Sistema Solar há 50 anos
As sondas Voyager 1 e Voyager 2 são as únicas tecnologias criadas pelo homem a deixar o Sistema Solar. Lançadas pela NASA em 1977, as duas naves seguem ativas e transmitindo informações científicas para a Terra quase cinco décadas depois.
A Voyager 1 cruzou a heliopausa — fronteira do Sistema Solar — em 2012. Já a Voyager 2 completou a façanha em 2018. Ambas agora viajam pelo espaço interestelar a mais de 20 bilhões de quilômetros de distância.
Missão histórica
O objetivo inicial era estudar Júpiter e Saturno. A missão foi ampliada quando os cientistas perceberam um alinhamento raro dos planetas exteriores. Isso permitiu que as sondas visitassem também Urano e Netuno.
As Voyager enviaram as primeiras imagens detalhadas desses gigantes gasosos. Descobriram luas desconhecidas. Revelaram vulcões ativos em Io, satélite de Júpiter. Mostraram os complexos anéis de Saturno.
Dados do espaço profundo
Hoje, os instrumentos captam informações sobre raios cósmicos, partículas solares e o campo magnético interestelar. Os dados ajudam cientistas a entender onde termina a influência do Sol.
A energia vem de geradores termoelétricos de radioisótopos. A potência cai cerca de 4 watts por ano. A NASA estima que as sondas funcionem até 2025 ou 2030.
Mensagem para o cosmos
Cada Voyager carrega um disco de ouro com sons e imagens da Terra. Inclui saudações em 55 idiomas, músicas de diferentes culturas e fotografias da vida no planeta.
A ideia é que civilizações extraterrestres possam encontrar as sondas no futuro distante. É uma cápsula do tempo viajando pelo universo.
As Voyager provam que tecnologia humana pode sobreviver por décadas no ambiente hostil do espaço. E que a curiosidade científica não tem fronteiras.