Valdemar nega ao STF ter cotas de emendas parlamentares
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou ao Supremo Tribunal Federal ter cotas em seu nome para indicar emendas parlamentares. O documento foi enviado ao ministro Flávio Dino nesta terça-feira.
Valdemar responde a investigações que apontam desvios de recursos públicos por meio de emendas. O caso tramita no STF.
No texto encaminhado à Corte, o dirigente partidário afirma que não possui controle sobre a destinação das verbas. As emendas parlamentares são recursos do Orçamento que deputados e senadores indicam para estados e municípios.
Investigação apura desvios bilionários
O STF investiga um esquema de desvio de emendas que pode ter movimentado bilhões de reais. A operação mira a existência de um sistema de cotas controlado por lideranças partidárias.
Segundo as apurações, dirigentes de partidos teriam poder para indicar destinos de emendas que oficialmente pertencem a parlamentares. O esquema permitiria desvios e uso político dos recursos.
Flávio Dino determinou que Valdemar prestasse esclarecimentos sobre sua participação no suposto esquema. O ministro é o relator das investigações.
PL no centro das investigações
O Partido Liberal é a legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sigla tem a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 99 parlamentares.
Valdemar Costa Neto foi condenado no mensalão e cumpriu pena em regime semiaberto. Ele retomou o comando do partido após o cumprimento da sentença.
A defesa de Valdemar sustenta que as acusações não têm fundamento. O dirigente afirma que as emendas seguem os trâmites legais e são de responsabilidade individual dos parlamentares.
O STF ainda não se pronunciou sobre os esclarecimentos apresentados. A investigação continua em andamento sob sigilo.