T4F sai da B3 e deixa acionistas sem saída imediata

T4F sai da B3 e deixa acionistas sem saída imediata
Foto: moneytimes.com.br

A T4F (SHOW3) realizou na segunda-feira (20) o leilão da oferta pública de aquisição de ações e fechou as portas na B3. O controlador Fernando Luiz Alterio arrematou 1.946.835 ações ordinárias, equivalente a 58,13% dos papéis oferecidos.

O movimento encerra a trajetória da empresa de eventos na bolsa brasileira. A companhia cancelou seu registro de companhia aberta.

Quem não vendeu fica no prejuízo?

Acionistas que perderam o prazo da OPA ainda têm alternativas. A primeira é aguardar o resgate de ações previsto em lei.

Todo acionista que votou contra o fechamento de capital ou não compareceu à assembleia tem direito ao resgate. O valor é o mesmo pago na OPA.

A segunda opção é negociar os papéis no mercado de balcão. Mas a liquidez é praticamente zero. Encontrar comprador vira um desafio.

Preço e detalhes do leilão

O leilão movimentou milhões em papéis. Alterio concentrou a maior fatia, consolidando seu controle absoluto sobre a T4F.

A empresa atua no mercado de entretenimento e produção de shows. Com a saída da bolsa, a companhia escapa da obrigação de divulgar balanços trimestrais.

Analistas apontam que o fechamento de capital reduz custos regulatórios. A T4F economiza com auditorias e relatórios exigidos pela Comissão de Valores Mobiliários.

O que vem agora

Investidores que ficaram de fora precisam agir rápido. O prazo para exercer o direito de resgate costuma ser curto.

A recomendação é procurar a corretora imediatamente. É preciso verificar prazos e procedimentos específicos.

Quem optar por esperar pode amargar prejuízo. Sem liquidez no mercado de balcão, vender fica quase impossível.

A T4F se junta à lista de empresas que deixaram a B3 nos últimos anos. O movimento de fechamento de capital ganhou força com a valorização do dólar e custos elevados de manutenção na bolsa.