Mercado de carbono pode injetar R$ 5 bi na economia em 5 anos

Mercado de carbono pode injetar R$ 5 bi na economia em 5 anos
Foto: valor.globo.com

O mercado de créditos de carbono no Brasil deu um passo decisivo rumo à regulamentação. A movimentação pode gerar R$ 5 bilhões para a economia brasileira nos próximos cinco anos.

O avanço ocorre num momento em que o governo acelera a criação de regras para o setor ambiental. A medida busca organizar um mercado que hoje opera sem fiscalização adequada.

Como funciona o mercado de carbono

Empresas que poluem compram créditos de quem preserva ou reduz emissões. Cada crédito equivale a uma tonelada de CO2 não lançada na atmosfera.

O sistema cria incentivo econômico para práticas sustentáveis. Quem desmata paga. Quem preserva recebe.

O que muda com a regulação

A nova regulamentação traz três mudanças principais:

  • Certificação obrigatória de créditos
  • Fiscalização de projetos ambientais
  • Punição para fraudes no sistema

O Brasil possui vantagem competitiva no setor. A Amazônia e outros biomas oferecem potencial único para geração de créditos.

Quem ganha e quem perde

Propriedades rurais com floresta preservada podem monetizar o ativo ambiental. Indústrias poluidoras enfrentam custos adicionais.

O conflito está posto: desenvolvimento econômico versus preservação ambiental. A regulação tenta equilibrar os dois lados.

Investidores internacionais observam o mercado brasileiro. A expectativa é que fundos estrangeiros entrem no país assim que as regras ficarem claras.

Próximos passos

O governo ainda precisa definir detalhes técnicos da regulamentação. A previsão é que o marco legal seja concluído ainda este ano.

Especialistas alertam para o risco de fraudes. O mercado voluntário já registrou casos de créditos vendidos duas vezes.

A fiscalização será fundamental para garantir credibilidade ao sistema. Sem confiança, não há investimento.