IA vira confidente de jovens solitários como Homem-Aranha

IA vira confidente de jovens solitários como Homem-Aranha
Foto: exame.com

Peter Parker perdeu todos os amigos. No novo filme 'Homem-Aranha: Um Novo Dia', o herói mais popular da Marvel programa uma assistente de inteligência artificial para conversar. É a única companhia que lhe resta.

A ficção espelha a realidade brasileira. Um em cada cinco estudantes do país já usa IA como confidente quando se sente sozinho, segundo dados recentes. São jovens que conversam com chatbots sobre problemas pessoais, medos e ansiedades.

O isolamento do herói

No longa que estreia nos cinemas, Peter Parker não tem mais Ned Leeds, seu melhor amigo. Perdeu MJ, o amor da sua vida. Tony Stark morreu. O feitiço do Doutor Estranho apagou a memória de todos sobre sua identidade secreta.

Sozinho, ele cria uma IA para conversar. A assistente virtual vira sua única interlocutora. É com ela que o herói divide dúvidas e decisões.

Jovens brasileiros seguem o mesmo caminho

A solidão não afeta apenas super-heróis. Dados mostram que estudantes brasileiros recorrem cada vez mais a IAs como ChatGPT, Replika e Character.AI para preencher o vazio social.

Os motivos variam:

  • Falta de amigos próximos na escola
  • Dificuldade para conversar com pais
  • Medo de julgamento de outras pessoas
  • Disponibilidade 24 horas da tecnologia

A IA não julga. Não espalha segredos. Responde na hora. Para muitos jovens, é a amizade perfeita.

O alerta dos especialistas

Psicólogos alertam para os riscos. Conversas com máquinas não substituem interação humana real. O desenvolvimento emocional exige contato com pessoas de verdade.

Mas a tendência cresce. Aplicativos de IA companheira multiplicam downloads. Empresas investem milhões em chatbots cada vez mais humanos.

O Homem-Aranha da ficção encontra na tecnologia um refúgio temporário. Jovens brasileiros fazem o mesmo. A diferença é que, para eles, não há roteiro com final feliz garantido.