Grupo investigado por lavar dinheiro do PCC negocia R$ 3 bi

Grupo investigado por lavar dinheiro do PCC negocia R$ 3 bi
Foto: Metrópoles

O Grupo Itajobi, investigado por lavar dinheiro do PCC no mercado de combustíveis, negocia uma dívida de R$ 3 bilhões com credores. As usinas do grupo são suspeitas de integrar esquema criminoso que movimenta recursos da facção no setor sucroalcooleiro.

A reestruturação financeira tramita enquanto a Polícia Federal apura o envolvimento das empresas em operações de lavagem de dinheiro. O grupo controla usinas de etanol e açúcar em São Paulo.

O esquema sob investigação

Investigadores federais identificaram que usinas do grupo teriam sido usadas para transformar dinheiro ilícito do PCC em ativos legais. O esquema funcionava por meio de contratos superfaturados e empresas de fachada no setor de combustíveis.

A Operação Carta Branca, deflagrada em 2023, mirou integrantes da organização criminosa que atuavam no mercado de etanol. As usinas Itajobi aparecem em relatórios de inteligência como parte da estrutura de lavagem.

Dívida bilionária e credores

Os R$ 3 bilhões devidos pelo grupo incluem débitos com bancos, fornecedores e tributos. A negociação busca alongar prazos e reduzir juros para evitar a falência das unidades produtivas.

Credores financeiros avaliam o risco reputacional de manter negócios com empresas sob investigação por vínculos com o crime organizado. Parte dos bancos exige garantias adicionais para aceitar a reestruturação.

Impacto no setor

O caso expõe a infiltração do PCC no agronegócio paulista. Especialistas em crime organizado alertam que a facção diversificou investimentos para além do tráfico de drogas, mirando setores tradicionais da economia.

O Grupo Itajobi não se manifestou oficialmente sobre as investigações. A Polícia Federal mantém sigilo sobre desdobramentos do inquérito.

Procurada, a defesa das empresas não retornou até o fechamento desta edição.