Flávio defende Milei e nega influência de Eduardo em tarifas

Flávio defende Milei e nega influência de Eduardo em tarifas
Foto: valor.globo.com

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, saiu em defesa do presidente argentino Javier Milei nesta segunda-feira. Ele classificou o discurso polêmico do argentino na convenção do partido como "reciprocidade".

Milei participou do evento que oficializou a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. O argentino fez críticas ao comunismo que repercutiram negativamente.

Ataque ao comunismo, não ao Brasil

"Foi reciprocidade do Milei. Parabéns Milei. Porque o comunismo é esse mal mesmo", afirmou Flávio. Ele rejeitou interpretações de que houve ataque ao país.

"Não atacou o Brasil, atacou o comunismo", acrescentou o candidato.

Culpa ao governo pelas tarifas americanas

Flávio responsabilizou o governo brasileiro atual pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio à crise comercial com Washington.

O candidato também defendeu o irmão Eduardo Bolsonaro. Eduardo foi acusado de ter contribuído para as tarifas aplicadas pelos EUA aos produtos brasileiros.

"Você acha que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos?"

Flávio minimizou qualquer influência do irmão sobre a Casa Branca. Segundo ele, Eduardo apenas denunciava questões que considerava problemáticas.

Contexto eleitoral

A defesa de Milei ocorre em momento delicado para a campanha do PL. A presença do argentino na convenção gerou críticas da oposição.

O partido tenta equilibrar o apoio internacional com a imagem de defesa dos interesses nacionais. As tarifas americanas complicam esse posicionamento.

A campanha de Flávio aposta no discurso anticomunista como eixo central. A estratégia replica linha adotada pelo pai nas eleições anteriores.