Caiado diz que Brasil vive Síndrome de Estocolmo com Lula e Flávio
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) comparou neste domingo (2) o cenário político brasileiro a um sequestro. Segundo o ex-governador de Goiás, o país está refém do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Caiado usou o termo "Síndrome de Estocolmo" para descrever a relação entre eleitores e os dois políticos. A síndrome ocorre quando vítimas de sequestro desenvolvem simpatia pelos sequestradores.
"Eu posso dizer a você que neste momento da campanha, o Brasil está como aquele fato específico que aconteceu", declarou Caiado em entrevista.
Ataque aos dois polos
O tucano mirou tanto o petista quanto o bolsonarista. Segundo ele, ambos representam alta rejeição no eleitorado brasileiro. A estratégia marca posicionamento como alternativa ao polarização.
Flávio Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador articula candidatura do pai para 2026, caso a inelegibilidade seja revertida.
Lula governa com índices de aprovação em queda. Pesquisas recentes mostram crescimento da desaprovação ao governo federal.
Disputa antecipada
A declaração de Caiado ocorre a 18 meses das eleições presidenciais. O candidato do PSD tenta consolidar terceira via entre PT e bolsonarismo.
Nos últimos meses, Caiado intensificou críticas ao governo Lula. O ex-governador também atacou a família Bolsonaro repetidas vezes.
A estratégia busca conquistar eleitores insatisfeitos com os dois campos. Segundo analistas, este eleitor representa cerca de 30% do eleitorado nacional.
Caiado deixou o governo de Goiás em dezembro com aprovação de 70%. O desempenho estadual sustenta suas pretensões nacionais.
Outros nomes disputam a terceira via. Entre eles estão o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).
A corrida presidencial de 2026 já movimenta bastidores em Brasília. Partidos negociam alianças e definem pré-candidatos para o pleito.