B3 paga US$ 6,3 bi em dividendos no 1º tri, mas recompras caem
As empresas listadas na B3 distribuíram US$ 6,3 bilhões em dividendos no primeiro trimestre de 2026. O levantamento da gestora global Janus Henderson foi divulgado nesta terça-feira (21).
O volume representa alta de 9% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com a média global, o crescimento foi de 9,6%, desconsiderados efeitos extraordinários.
Recompra de ações perde força
Enquanto os dividendos avançam, os programas de recompra de ações recuaram no período. A retração ocorre em meio ao cenário de juros elevados no Brasil.
O Copom manteve a Selic em patamar alto nas últimas reuniões. A decisão impacta diretamente a estratégia de alocação de capital das companhias abertas.
Empresa se destaca na distribuição
Uma companhia específica liderou a distribuição de proventos no trimestre. O destaque ocorreu tanto em valores absolutos quanto em percentual de payout.
O desempenho reflete a política de remuneração aos acionistas adotada pela empresa. A estratégia prioriza dividendos em detrimento de outras formas de retorno ao investidor.
Cenário macroeconômico pressiona
O ambiente de juros altos no Brasil torna a recompra de ações menos atrativa. As empresas preferem manter caixa ou distribuir dividendos diretos.
A taxa Selic elevada aumenta o custo de oportunidade do capital. Companhias reavaliaram programas de buyback frente ao cenário monetário restritivo.
O estudo da Janus Henderson monitora distribuições de dividendos em mercados globais. O relatório trimestral acompanha tendências de remuneração aos acionistas em dezenas de países.
Para o mercado brasileiro, os dados do primeiro trimestre confirmam a preferência por dividendos. A modalidade permanece como principal forma de retorno ao investidor na B3.