Vitrola de maleta destrói disco de vinil, alertam especialistas
Aquele toca-discos colorido de maleta que virou febre nas redes sociais pode estar destruindo sua coleção de vinis. Especialistas em áudio alertam que os aparelhos portáteis, vendidos entre R$ 500 e R$ 600, causam danos permanentes aos discos.
O problema está na agulha e no braço do equipamento. Essas vitrolas aplicam pressão excessiva sobre os sulcos do vinil, desgastando a superfície a cada reprodução.
"A força de apoio dessas agulhas é muito maior do que o recomendado", explicam técnicos do setor. O peso inadequado arranha e deforma os sulcos microscópicos onde o som está gravado.
Design bonito, tecnologia fraca
Os aparelhos conquistaram o público pelo visual retrô e cores vibrantes. Mas a estética esconde componentes de baixa qualidade.
A maioria desses toca-discos portáteis não permite ajuste de peso do braço. Também vêm com cápsulas de cerâmica, tecnologia ultrapassada que amplia o desgaste.
Alto-falantes embutidos de má qualidade completam o pacote problemático. O som sai distorcido e sem fidelidade.
Alternativas existem
Especialistas recomendam modelos com recursos ajustáveis. Toca-discos com braço regulável e cápsula magnética preservam os discos.
O investimento inicial é maior. Equipamentos adequados custam a partir de R$ 1.200. Mas garantem durabilidade para a coleção de vinis.
Quem já comprou a vitrola de maleta pode limitar os danos. Use o aparelho apenas com discos comuns, nunca com edições raras ou de colecionador.
O retorno do vinil movimentou o mercado nos últimos anos. Mas a escolha errada do equipamento pode destruir justamente o que se quer preservar.