Vítimas de violência doméstica podem ficar isentas de custas

Vítimas de violência doméstica podem ficar isentas de custas
Foto: Congresso em Foco

Um projeto em análise no Congresso Nacional pode eliminar custas processuais para vítimas de violência doméstica que buscam reparação na Justiça. A medida atinge mulheres que procuram indenização por danos materiais, morais, estéticos ou patrimoniais.

A proposta garante gratuidade total nos processos judiciais. Sem precisar pagar taxas, as vítimas teriam acesso facilitado à Justiça para cobrar compensação financeira de seus agressores.

Como funciona a isenção

O texto abrange diferentes tipos de danos reconhecidos pela lei brasileira:

  • Danos materiais: prejuízos financeiros diretos
  • Danos morais: sofrimento psicológico
  • Danos estéticos: sequelas físicas visíveis
  • Danos patrimoniais: perdas de bens e valores

Atualmente, vítimas de violência doméstica precisam comprovar hipossuficiência financeira para obter gratuidade judicial. O novo projeto elimina essa exigência.

Tramitação no Congresso

A proposta ainda precisa ser aprovada em comissões e nos plenários da Câmara e do Senado. Depois, segue para sanção presidencial.

O projeto se alinha à Lei Maria da Penha, que já garante outros direitos às vítimas de violência doméstica. A isenção de custas seria mais um instrumento de proteção.

Defensores da medida argumentam que barreiras financeiras impedem muitas mulheres de buscar reparação. Com a gratuidade automática, o acesso à Justiça se amplia.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra um caso de violência doméstica a cada quatro minutos. A maioria das vítimas enfrenta dificuldades econômicas após romper relacionamentos abusivos.

A proposta não tem relação direta com processos criminais contra agressores. Ela trata apenas de ações cíveis para obter compensação financeira pelos danos sofridos.