Tubarões têm barbatanas cortadas vivos e são jogados ao mar
Pescadores a bordo de um atuneiro chinês foram flagrados cortando barbatanas de tubarões ainda vivos ao longo da costa da África Ocidental. Após a mutilação, os animais são atirados de volta ao mar, onde morrem.
A denúncia é de uma organização não governamental que atua na proteção marinha. A prática, conhecida como finning, é proibida em diversos países.
Crueldade em alto-mar
As barbatanas de tubarão são altamente valorizadas no mercado asiático. São usadas principalmente em sopas consideradas iguarias.
Sem as barbatanas, os tubarões ficam impossibilitados de nadar adequadamente. Os animais afundam e morrem por asfixia, fome ou são devorados por predadores.
A técnica maximiza o lucro dos pescadores. Apenas as barbatanas são mantidas a bordo, economizando espaço nas embarcações.
Espécies ameaçadas
Mais de um terço das espécies de tubarões e raias estão ameaçadas de extinção, segundo dados científicos recentes.
A pesca predatória é apontada como principal causa do declínio populacional desses animais nos oceanos.
Tubarões desempenham papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. São predadores de topo que regulam as populações de outras espécies.
Fiscalização precária
A África Ocidental enfrenta dificuldades para fiscalizar as águas territoriais. Frotas pesqueiras estrangeiras atuam com pouca supervisão na região.
Organizações ambientais pedem maior rigor na aplicação das leis internacionais de proteção marinha.
O flagrante reforça alertas sobre a necessidade de rastreamento mais eficaz das embarcações pesqueiras em águas internacionais.