Trump recua e busca acordo com Irã para reabrir Ormuz
Donald Trump sinalizou nesta semana uma mudança de rota na escalada de tensões com o Irã. Após dias de ameaças cruzadas de ataques militares, o presidente americano acenou com a possibilidade de um novo acordo diplomático focado na reabertura do Estreito de Ormuz.
A reviravolta acontece cinco meses depois do início da guerra que Estados Unidos e Israel movem na região. O Estreito de Ormuz é vital para o comércio global de energia — por ali passa um quinto de todo o petróleo transportado por mar no mundo.
Desescalada surpreende após semana de ameaças
Washington e Teerã trocaram ameaças abertas de retaliação militar nos últimos dias. O Irã prometeu responder a qualquer ataque. Trump ameaçou bombardear instalações nucleares iranianas.
A aparente disposição para negociar marca uma guinada na estratégia americana. Fontes do governo dos EUA indicam que a reabertura de Ormuz seria o primeiro passo para conversas mais amplas.
Estreito fecha cerco ao petróleo
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao oceano aberto. Tem apenas 33 quilômetros de largura no ponto mais estreito. Qualquer bloqueio dispara o preço do barril globalmente em questão de horas.
O Irã controla a margem norte do estreito e já ameaçou fechá-lo completamente em represália a sanções econômicas americanas. A medida seria devastadora para aliados dos EUA no Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes.
Cálculo político por trás da virada
Analistas apontam que Trump enfrenta pressão interna para evitar um novo conflito prolongado no Oriente Médio. A economia americana sente os efeitos da instabilidade energética.
Um acordo que garanta a navegação livre em Ormuz daria fôlego ao governo americano. Também reduziria a margem de manobra do Irã para pressionar o Ocidente.
Resta saber se Teerã aceita sentar à mesa após meses de confronto direto. A desconfiança entre as partes permanece alta.