Trump blinda Netanyahu e descarta prisão em solo americano

Trump blinda Netanyahu e descarta prisão em solo americano
Foto: Metrópoles

Donald Trump garantiu nesta segunda-feira que Benjamin Netanyahu não será preso em território americano. A declaração do presidente dos Estados Unidos responde diretamente ao prefeito de Nova York, que no fim de semana discutiu com sua equipe a possibilidade de cumprir ordem de prisão internacional contra o primeiro-ministro israelense.

O Tribunal Penal Internacional emitiu mandado de prisão contra Netanyahu por supostos crimes de guerra em Gaza. Mais de 120 países reconhecem a jurisdição da corte, mas os Estados Unidos não estão entre eles.

A proteção de Trump a Netanyahu expõe o racha entre Casa Branca e prefeituras democratas. De um lado, o governo federal recusa qualquer colaboração com o TPI. Do outro, autoridades locais avaliam cumprir ordens internacionais.

Conflito entre esferas de poder

O prefeito Eric Adams causou polêmica ao revelar conversas internas sobre a detenção do líder israelense. A declaração provocou reação imediata do Departamento de Estado americano, que reforçou não reconhecer a autoridade do tribunal de Haia.

Trump deixou claro que usará todos os recursos federais para impedir qualquer tentativa de prisão. A posição reafirma o alinhamento histórico entre republicanos e o governo de Israel.

Netanyahu viajou aos Estados Unidos diversas vezes desde a emissão do mandado. O primeiro-ministro discursou no Congresso americano em julho do ano passado, sem enfrentar qualquer obstáculo judicial.

Cenário internacional

Outros líderes mundiais já enfrentaram situações semelhantes. Vladimir Putin evita viajar para países que reconhecem o TPI desde que teve ordem de prisão expedida em 2023.

A proteção americana a Netanyahu reforça o isolamento dos Estados Unidos em relação à justiça internacional. A Casa Branca já aprovou sanções contra promotores do tribunal que investigam aliados americanos.

O impasse entre autoridades municipais e federais pode se repetir em outras cidades com prefeitos democratas. A questão deve gerar novos embates políticos nos próximos meses.