Tragédia em Ceuta: 72 mortos após invasão de fronteira
Cinco novos corpos foram encontrados na costa de Ceuta neste sábado, elevando para 72 o número de mortos após a maior onda migratória já registrada no enclave espanhol. As vítimas tentavam cruzar a fronteira marítima a partir do Marrocos.
As autoridades locais seguem em operação de busca e resgate. Os corpos apareceram em diferentes pontos do litoral após dias de tentativas em massa de entrada no território europeu.
Invasão sem precedentes
Ceuta enfrentou nos últimos dias o maior fluxo migratório de sua história. Milhares de pessoas tentaram atravessar a fronteira simultaneamente, vindas do território marroquino.
O enclave espanhol, localizado no norte da África, virou rota preferencial para quem busca entrar na União Europeia. A travessia marítima, mesmo em trechos curtos, apresenta riscos fatais.
Tensão entre Espanha e Marrocos
A crise migratória reacende o conflito diplomático entre Madri e Rabat. Espanha acusa o Marrocos de afrouxar o controle fronteiriço de forma deliberada.
O governo marroquino nega as acusações. Segundo Rabat, o país não tem estrutura para conter sozinho a pressão migratória que vem do sul do continente africano.
Operação de emergência
Equipes de resgate trabalham em regime de emergência. Além dos 72 mortos confirmados, autoridades buscam desaparecidos reportados por familiares.
Ceuta decretou estado de calamidade. Abrigos temporários foram montados para receber os migrantes que conseguiram entrar no enclave.
A Cruz Vermelha enviou equipes de apoio. O governo espanhol prometeu reforçar a vigilância marítima e acelerar deportações.
Organizações humanitárias pedem corredor seguro. Segundo a ONU, a rota do Mediterrâneo ocidental se tornou uma das mais letais do mundo.