Terroristas usam ChatGPT para planejar ataques, diz Cambridge
Grupos terroristas estão usando ChatGPT e Claude para planejar ataques. A informação vem de uma pesquisa da Universidade de Cambridge feita com ex-integrantes de organizações extremistas.
Os modelos de inteligência artificial ajudam no planejamento tático, desenvolvimento de armamentos e análise de operações de combate. O estudo ouviu pessoas que deixaram grupos terroristas e confirmaram o uso das ferramentas.
Como a IA é explorada
Os terroristas fazem perguntas técnicas aos chatbots para obter informações sobre:
- Táticas de combate e estratégia militar
- Fabricação de explosivos e armas
- Análise de alvos e rotas de fuga
- Comunicação criptografada
As empresas por trás das IAs — OpenAI (ChatGPT) e Anthropic (Claude) — têm filtros de segurança. Mas os terroristas encontram formas de burlar as proteções.
O que dizem os pesquisadores
Cambridge alerta que os modelos de linguagem tornaram informações perigosas mais acessíveis. Antes, esse tipo de conhecimento exigia contato com especialistas ou acesso a documentos restritos.
Agora, qualquer pessoa com internet consegue fazer perguntas detalhadas sobre táticas militares. E recebe respostas em segundos.
O estudo não revela quantos grupos usam a tecnologia. Mas confirma que a prática já existe e preocupa autoridades de segurança.
Resposta das empresas
OpenAI e Anthropic afirmam monitorar usos maliciosos de suas ferramentas. As companhias dizem investir em sistemas que bloqueiam perguntas perigosas.
Mas a pesquisa mostra que as barreiras não são suficientes. Terroristas adaptam a linguagem das perguntas para contornar os filtros.
Especialistas cobram regulação mais dura da inteligência artificial. O debate sobre segurança digital ganha urgência com a descoberta.