SUS libera remédio inédito para ELA em estágio inicial

SUS libera remédio inédito para ELA em estágio inicial
Foto: Metrópoles

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a disponibilizar uma nova medicação para pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica (ELA) em fase inicial. A inclusão do tratamento na rede pública representa avanço no combate à doença neurodegenerativa que atinge cerca de 15 mil brasileiros.

A ELA destrói progressivamente os neurônios responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários do corpo. Sem tratamento adequado, a doença evolui rapidamente, comprometendo a capacidade de andar, falar, engolir e respirar.

Como funciona o novo tratamento

O medicamento age retardando a progressão dos sintomas motores. Estudos clínicos demonstram que o remédio pode aumentar a sobrevida e preservar a qualidade de vida dos pacientes quando administrado precocemente.

A droga estará disponível mediante prescrição médica e diagnóstico confirmado da doença em estágio inicial. O acesso será feito através dos centros especializados em doenças raras vinculados ao SUS.

Diagnóstico precoce é fundamental

Especialistas reforçam que identificar a ELA rapidamente faz diferença crucial no tratamento. Os primeiros sinais incluem fraqueza muscular, espasmos, dificuldade para movimentar braços e pernas, e alterações na fala.

O Brasil registra aproximadamente 2,5 casos de ELA para cada 100 mil habitantes anualmente. A doença atinge principalmente pessoas entre 50 e 70 anos, mas pode surgir em qualquer idade adulta.

Ampliação do acesso

A incorporação do medicamento pelo SUS atende reivindicação antiga de associações de pacientes e familiares. Antes, o tratamento só estava acessível na rede privada, com custo mensal superior a R$ 10 mil.

O Ministério da Saúde não divulgou prazo para distribuição nacional do medicamento. A pasta informou que os protocolos clínicos serão atualizados para orientar médicos sobre prescrição e acompanhamento dos pacientes.

Pacientes que apresentarem sintomas compatíveis com ELA devem procurar atendimento neurológico especializado para avaliação e diagnóstico correto.