Silvia Waiãpi acusa PL de racismo após barrar candidatura
A ex-deputada federal Silvia Waiãpi (PL-AP) denunciou o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e o deputado federal Ricardo Salles por racismo. A acusação veio após o PL Nacional barrar sua candidatura ao Senado pelo Amapá.
O partido alegou inelegibilidade da ex-parlamentar por condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Silvia contesta a versão e afirma ser vítima de discriminação racial dentro da legenda.
Disputa interna no PL
A candidata indígena pretendia disputar uma vaga no Senado nas próximas eleições. O veto partiu da direção nacional do partido, que indicou o empresário Jaime Nunes para a disputa.
Silvia Waiãpi foi deputada federal entre 2019 e 2023. Ela é a primeira mulher indígena eleita para o Congresso Nacional pelo estado do Amapá.
Acusações de racismo
A ex-deputada afirmou que o tratamento recebido tem motivação racial. Ela aponta que outros filiados com situações judiciais semelhantes não sofreram o mesmo impedimento.
"É uma tentativa de me silenciar e de impedir a representatividade indígena", declarou Silvia em nota divulgada nas redes sociais.
Versão do partido
O PL Nacional mantém a justificativa técnica. Segundo a legenda, a condenação no TSE torna Silvia Waiãpi inelegível para concorrer a cargos eletivos.
A direção do partido não se manifestou sobre as acusações de racismo até o momento.
O caso expõe tensões internas no PL do Amapá. A sigla precisa definir sua composição de candidaturas antes do prazo final de registro junto à Justiça Eleitoral.