Senado votação de créditos de carbono pode gerar R$ 5 bi
O Senado Federal avança na votação da regulamentação do mercado de créditos de carbono no Brasil. A medida pode gerar R$ 5 bilhões em receitas nos próximos cinco anos.
A proposta estabelece regras para empresas comprarem e venderem créditos de carbono. O texto estava parado há meses e agora ganha tração na Casa.
Como funciona o mercado
Empresas que poluem menos ganham créditos. Quem polui mais precisa comprar esses créditos para compensar as emissões.
O Brasil tem vantagem competitiva. Florestas preservadas e projetos de energia limpa geram créditos valiosos no mercado internacional.
Impacto na economia
Os R$ 5 bilhões viriam de:
- Venda de créditos brasileiros no exterior
- Movimentação do mercado interno regulado
- Investimentos em projetos sustentáveis
- Taxas de registro e certificação
Especialistas dizem que o valor pode ser maior. Tudo depende da demanda global e dos preços praticados.
O que falta
A votação no Senado é o próximo passo. Depois, o texto volta para a Câmara dos Deputados analisar as mudanças.
Empresários pressionam pela aprovação rápida. Querem segurança jurídica para fechar contratos internacionais.
Ambientalistas apoiam, mas pedem fiscalização rigorosa. O temor é que créditos falsos entrem no mercado.
O governo Lula vê a medida como estratégica. Quer mostrar compromisso climático e atrair investimentos verdes.
Se aprovada, a lei coloca o Brasil entre os primeiros países emergentes com mercado regulado de carbono.