PM preso por matar capitã já tinha histórico de violência
O policial militar preso pela morte da capitã Michele Leão Azevedo em Belo Horizonte tinha dois boletins de ocorrência por violência doméstica contra ele. Os registros foram feitos em 2014 e 2016.
As vítimas dos casos anteriores não são Michele. A Polícia Civil investiga a relação entre o histórico de agressões e o assassinato da capitã.
O crime
Michele Leão Azevedo foi encontrada morta em uma residência na capital mineira. O PM suspeito mantinha relacionamento com a vítima.
A prisão aconteceu após investigação da Polícia Civil. O policial está detido preventivamente.
Histórico de violência
Os dois boletins de ocorrência anteriores envolvem outras mulheres. Um deles foi registrado em 2014. O outro, em 2016.
A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre os casos. Também não informou se houve processo ou condenação pelos episódios.
Investigadores apuram se a Polícia Militar tinha conhecimento das denúncias anteriores. A corporação não se pronunciou sobre o histórico disciplinar do agente.
Investigação
O inquérito corre em sigilo. A perícia coletou provas no local do crime.
A defesa do PM não se manifestou até o momento. Ele permanece à disposição da Justiça.
Michele Leão Azevedo era capitã da Polícia Militar. Tinha carreira reconhecida na corporação.
O caso reforça dados sobre feminicídio envolvendo agentes de segurança. Estudos mostram que histórico de violência doméstica é fator de risco para crimes mais graves.