Planalto comemora: Europa compra R$ 10 bi a mais do Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta semana que as exportações brasileiras para a Europa cresceram R$ 10 bilhões em apenas dois meses. O número representa um salto de 26% na comparação com o mesmo período de 2025.
O anúncio do Planalto vem dias depois dos Estados Unidos confirmarem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão americana colocou o governo sob pressão para encontrar novos mercados.
O acordo Mercosul-União Europeia entrou em vigor há dois meses. Desde então, a corrente de comércio entre Brasil e bloco europeu disparou.
Timing político
Alckmin escolheu o momento para divulgar os números. A ofensiva tarifária de Washington pegou Brasília de surpresa no início do mês.
O vice-presidente, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, classificou o resultado como histórico. Ele destacou que a Europa agora absorve parte da demanda que antes ia para os americanos.
O que muda na prática
Com o acordo em vigor, produtos brasileiros entraram na Europa com tarifa zero ou reduzida. O caminho inverso também vale para europeus que vendem no Brasil.
As negociações do tratado duraram mais de duas décadas. O Planalto aprovou a versão final no fim de 2024, mas a implementação começou apenas em janeiro deste ano.
Guerra comercial no radar
A tarifa americana de 25% atinge principalmente aço, alumínio e produtos agrícolas. O governo brasileiro ainda avalia retaliação.
Enquanto isso, a aposta do Planalto está na diversificação. A Europa surge como alternativa para compensar perdas no mercado americano.
Os R$ 10 bilhões em dois meses equivalem a quase metade do que o Brasil exportava aos EUA em um trimestre inteiro antes do tarifaço.
Alckmin não detalhou quais setores puxaram o crescimento. Fontes do governo indicam que agronegócio e manufaturados lideram a alta.