Pix conquista Economist e WSJ enquanto Trump ataca o Brasil

Pix conquista Economist e WSJ enquanto Trump ataca o Brasil
Foto: Poder360

O Pix virou assunto na imprensa internacional de primeira linha. A revista britânica The Economist e o jornal americano Wall Street Journal publicaram reportagens elogiando o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil — justamente quando Donald Trump intensifica críticas ao país.

As duas publicações destacaram a inclusão financeira promovida pelo Pix desde seu lançamento em 2020. O sistema já ultrapassou 180 milhões de usuários cadastrados e processa mais de 40 bilhões de transações por ano.

O que dizem as reportagens

A Economist classificou o Pix como "revolucionário" para o sistema financeiro brasileiro. A revista ressaltou que o mecanismo permitiu acesso a serviços bancários para milhões de pessoas antes excluídas do sistema tradicional.

O Wall Street Journal seguiu a mesma linha. O jornal americano apontou que o Brasil saiu na frente dos Estados Unidos ao implementar transferências instantâneas gratuitas para toda a população.

As matérias contrariam o discurso recente de Trump sobre o Brasil. O ex-presidente americano tem usado o país como exemplo negativo em suas declarações públicas.

Dados que impressionam

Os números do Pix chamaram atenção da imprensa estrangeira:

  • 180 milhões de brasileiros cadastrados
  • Mais de 40 bilhões de transações anuais
  • Sistema gratuito para pessoas físicas
  • Funciona 24 horas por dia, sete dias por semana

O reconhecimento internacional acontece em momento delicado. Trump escalou a retórica contra países emergentes, incluindo o Brasil, em suas manifestações sobre comércio e política externa.

Modelo para outros países

As publicações indicaram que o Pix pode servir de modelo para outros países. Os Estados Unidos ainda não têm sistema semelhante de abrangência nacional.

O Banco Central brasileiro desenvolveu a tecnologia sem custos para usuários finais. Bancos e instituições financeiras arcam com taxas reduzidas de operação.

A repercussão positiva contrasta com as críticas de Trump. O ex-presidente não mencionou especificamente o Pix em suas declarações sobre o Brasil.