Pernambuco quer bloquear voos para salvar Fernando de Noronha
O governo de Pernambuco pediu à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) que reorganize os voos para Fernando de Noronha. O objetivo é respeitar o limite máximo de turistas estabelecido para a ilha.
A solicitação foi feita nesta sexta-feira (8). Pernambuco alega que o número atual de visitantes ultrapassa a capacidade do arquipélago.
Capacidade esgotada
Fernando de Noronha possui um limite diário de turistas. A medida visa preservar o ecossistema da ilha.
Mas as companhias aéreas têm aumentado a oferta de assentos. Resultado: mais gente chegando do que o permitido.
O governo estadual quer que a Anac controle quantos voos podem operar por dia. A ideia é adequar a malha aérea à capacidade real da ilha.
Conflito com setor aéreo
A proposta deve enfrentar resistência das companhias aéreas. Limitar voos significa menos receita.
De um lado, a preservação ambiental de um dos principais destinos turísticos do país. Do outro, interesses comerciais do setor de aviação.
A Anac ainda não se pronunciou sobre o pedido. A agência terá que avaliar se possui competência legal para impor restrições baseadas em critérios ambientais.
Turismo versus preservação
Fernando de Noronha é patrimônio natural da humanidade pela Unesco. A ilha abriga espécies endêmicas e ecossistemas frágeis.
Nos últimos anos, o turismo cresceu exponencialmente. A infraetura local não acompanhou o ritmo.
Pernambuco argumenta que o excesso de visitantes compromete a conservação do arquipélago. A taxa de preservação ambiental cobrada dos turistas não seria suficiente para compensar os danos.
A decisão da Anac será crucial. Pode criar precedente para outras áreas de preservação no Brasil.