PCC montou banco clandestino para lavar R$ milhões em espécie

PCC montou banco clandestino para lavar R$ milhões em espécie
Foto: Metrópoles

O Primeiro Comando da Capital (PCC) estruturou um sofisticado banco clandestino para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A operação transformava grandes volumes de dinheiro em espécie em transferências bancárias limpas.

Operadores especializados faziam a intermediação entre o crime e o sistema financeiro. Eles recebiam malas de dinheiro vivo e creditavam valores em contas correntes.

Como funcionava o esquema

O sistema operava em três etapas. Primeiro, traficantes entregavam dinheiro em espécie aos operadores do banco clandestino. Em seguida, os intermediários depositavam pequenas quantias em diversas contas para evitar detecção. Por fim, transferiam os valores consolidados para destinatários finais.

A facção utilizava empresas de fachada para justificar a origem do dinheiro. Lava-jatos, distribuidoras e comércios serviam como pontos de depósito e movimentação.

Volume movimentado

Investigações apontam que o esquema movimentava milhões de reais mensalmente. Os operadores cobravam taxas entre 5% e 10% sobre cada operação.

A Polícia Federal identificou pelo menos 15 operadores principais da rede. Eles mantinham contato direto com a cúpula do PCC.

Desmantelamento da operação

Autoridades deflagraram operação para desarticular o banco clandestino. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco estados.

Computadores, celulares e planilhas financeiras foram apreendidos. O material deve revelar a extensão completa da organização criminosa.

Especialistas em lavagem de dinheiro auxiliam as investigações. A quebra de sigilo bancário de dezenas de contas foi autorizada pela Justiça.

O esquema revelado pelas autoridades expõe a sofisticação crescente do crime organizado no Brasil. A facção criminosa replica estruturas do sistema financeiro legal para operar na clandestinidade.