Moraes veta Bolsonaro de fazer política até 2026
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. A decisão também veta a divulgação de manifestos.
A medida foi confirmada neste sábado e já divide especialistas em direito constitucional ouvidos pela Folha.
O que está em jogo
Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do TSE. Mesmo sem poder disputar eleições, o ex-presidente mantinha influência política por meio de declarações e articulações com aliados.
Agora, a decisão de Moraes corta esse canal de comunicação política direta.
Juristas divididos
Parte dos especialistas defende que a medida é proporcional. O argumento: Bolsonaro usa a visibilidade para atacar instituições e interferir no processo eleitoral.
Outro grupo critica a decisão como desproporcional. Para esses juristas, vetar manifestações políticas fere direitos fundamentais, mesmo de quem está inelegível.
A divisão expõe o ponto central: até onde pode ir a restrição de direitos de um ex-presidente inelegível?
Contexto político
A proibição acontece a menos de dois anos das eleições presidenciais. Bolsonaro articula a candidatura de aliados e mantém base mobilizada.
A decisão de Moraes ocorre em meio a investigações sobre tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente teve o passaporte retido e responde a múltiplos inquéritos no STF.
O veto político amplia as restrições impostas ao líder da direita brasileira.
Repercussão
Aliados de Bolsonaro classificaram a medida como censura. A defesa do ex-presidente ainda não informou se vai recorrer.
A oposição ao governo Lula ainda busca entender os limites práticos da decisão. Não está claro, por exemplo, se Bolsonaro poderá participar de eventos partidários.
O STF não divulgou o texto completo da decisão até o fechamento desta edição.