Moluscos invasores crescem 215% no Brasil em 15 anos
O Brasil registrou um aumento de 215% no número de espécies não nativas de moluscos nos últimos 15 anos. Das 82 espécies exóticas identificadas atualmente no território nacional, 20 são consideradas invasoras.
Os moluscos invasores representam ameaça tripla. Causam danos socioeconômicos, comprometem a biodiversidade nativa e põem em risco a saúde pública.
Expansão acelerada
O crescimento de 215% em apenas uma década e meia acende alerta entre especialistas. As espécies invasoras competem com moluscos nativos por espaço e alimento.
A contaminação acontece por diferentes vias. Água de lastro de navios, aquicultura e comércio de animais ornamentais são os principais vetores de entrada.
Impactos múltiplos
Os danos econômicos afetam principalmente a pesca e a aquicultura. Moluscos invasores alteram ecossistemas aquáticos e prejudicam espécies comerciais.
Na saúde, algumas espécies funcionam como hospedeiros de parasitas. Podem transmitir doenças para humanos e animais domésticos.
A biodiversidade sofre com a predação e competição. Espécies nativas perdem território para as invasoras, mais adaptadas a ambientes alterados.
Controle necessário
Especialistas defendem ações de monitoramento mais rigorosas. O controle de entrada de novas espécies exige fiscalização em portos e fronteiras.
A erradicação de populações já estabelecidas é difícil e cara. Por isso, a prevenção se mostra mais eficaz que o combate posterior.
O mapeamento das 82 espécies exóticas permite identificar áreas de risco. Regiões portuárias e de intensa atividade aquícola concentram maior número de invasões.