Milhares protestam em Israel por prisão de estudante religioso

Milhares protestam em Israel por prisão de estudante religioso
Foto: timesofisrael.com

Milhares de judeus ultraortodoxos cercaram uma prisão militar israelense e a residência do procurador-geral do país nesta semana. O motivo: a prisão de um estudante de ieshivá.

O protesto em Beit Lid marcou um momento raro. O líder da dinastia hassídica de Gur compareceu pessoalmente ao ato. Ao seu lado, Yitzhak Goldknopf, chefe do partido UTJ.

Manifestantes romperam a cerca que protege a base militar do Exército. Goldknopf apelou por calma após o incidente.

Quem contra quem

De um lado, comunidades ultraortodoxas exigem a libertação imediata do jovem detido. Do outro, autoridades militares e o procurador-geral defendem o cumprimento da lei de recrutamento.

A presença do líder de Gur eleva a tensão política. Raramente essas figuras religiosas participam de manifestações públicas. A decisão indica o peso simbólico do caso para a comunidade.

Contexto da prisão

Israel mantém lei de recrutamento militar obrigatório. Estudantes religiosos em tempo integral podem obter isenção. O caso específico do jovem preso não foi detalhado pelas autoridades.

O partido UTJ representa majoritariamente judeus ultraortodoxos no parlamento israelense. A legenda costuma pressionar por exceções ao serviço militar para estudantes de Torá.

Protestos simultâneos ocorreram em dois locais estratégicos. A prisão militar onde o estudante está detido e a casa do procurador-geral, visto como responsável pela aplicação da lei.

Tensão crescente

O rompimento da cerca militar representa escalada incomum. Forças de segurança não reportaram confrontos físicos, mas a invasão de perímetro militar é crime grave em Israel.

Goldknopf pediu contenção aos manifestantes após o incidente. A liderança política teme que novos atos violentos prejudiquem a causa ultraortodoxa no debate público.

A questão do recrutamento militar divide Israel há décadas. Setores seculares cobram igualdade no serviço obrigatório. Comunidades religiosas defendem a tradição de estudos como contribuição nacional.