Milei admite crítica de Messi mas culpa governos anteriores
O governo de Javier Milei reconheceu nesta semana que a avaliação de Lionel Messi sobre a situação da Argentina é real. O craque da seleção havia criticado publicamente as condições do país. A Casa Rosada, porém, jogou a responsabilidade nos governos kirchneristas anteriores.
O escritório oficial argentino emitiu nota afirmando que o diagnóstico do jogador corresponde à realidade. Mas acrescentou que as dificuldades atuais são herança direta das gestões de Cristina Kirchner e Alberto Fernández.
Estratégia de defesa
A resposta do governo Milei evitou confronto direto com o ídolo nacional. A equipe presidencial optou por validar a crítica de Messi, mas desviou o alvo para adversários políticos.
"O país está melhor", disse o comunicado oficial. A frase contradiz o reconhecimento inicial de que a avaliação do jogador era correta.
Contexto político
A declaração ocorre em momento delicado para Milei. O presidente enfrenta resistência no Congresso argentino para aprovar reformas econômicas. A inflação segue em níveis elevados, apesar dos ajustes implementados desde dezembro.
Messi havia mencionado dificuldades enfrentadas por familiares e conhecidos na Argentina. O comentário ganhou repercussão nas redes sociais e foi usado por opositores de Milei.
A estratégia governamental de culpar gestões anteriores é recorrente. Desde a posse, a Casa Rosada tem atribuído a crise econômica às políticas kirchneristas.
Reação da oposição
Setores ligados ao kirchnerismo ainda não se manifestaram oficialmente sobre a nota. Nas redes sociais, apoiadores de Cristina Kirchner acusaram Milei de usar Messi como escudo político.
A polêmica deve se estender nos próximos dias. O governo argentino tenta manter popularidade enquanto implementa medidas de austeridade impopulares.