Marido de capitã morta em BH humilhava vítima, diz mãe

Marido de capitã morta em BH humilhava vítima, diz mãe
Foto: Metrópoles

A capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michelle Leão Azevedo já estava morta quando deu entrada no hospital. Quem a levou foi o próprio marido, o sargento Erlon Lima de Oliveira, agora preso em Belo Horizonte.

A mãe da vítima quebrou o silêncio. Revelou que o genro humilhava a filha constantemente.

Michelle tinha 33 anos e servia na corporação mineira. O casal mantinha relacionamento conhecido no meio militar.

Relato da família

A mãe da capitã descreveu um padrão de comportamento abusivo. As humilhações eram frequentes, segundo o relato.

O sargento Erlon teria submetido Michelle a situações vexatórias no convívio do casal. A família acompanhava a deterioração da relação.

Não há detalhes sobre quando os abusos psicológicos começaram. A informação veio à tona após a morte da oficial.

Prisão e investigação

Erlon Lima foi detido pelas autoridades mineiras. A suspeita recai sobre ele pela morte de Michelle.

O sargento levou a esposa ao hospital, mas médicos constataram que ela já chegou sem vida. As circunstâncias da morte estão sob apuração.

A Polícia Militar instaurou investigação interna. O caso ganhou repercussão no meio policial de Minas Gerais.

Michelle ocupava posto de capitã, patente superior à do marido na hierarquia militar. Essa diferença de graduação pode ter sido fonte de tensão no relacionamento.

Feminicídio em foco

O caso se soma à estatística de violência contra mulheres no país. Profissionais da segurança pública não estão imunes ao problema.

A corporação mineira ainda não se pronunciou oficialmente sobre medidas relacionadas ao caso. A investigação segue em andamento.

O depoimento da mãe da vítima deve ser peça importante no inquérito. Ele estabelece histórico de violência psicológica no relacionamento.