Marcas de dentes de T-Rex revelam hábito canibal há 66 milhões de anos
Cientistas identificaram marcas de dentes de Tiranossauro Rex em ossos fossilizados de 66 milhões de anos. A descoberta revela como o maior predador do Cretáceo se comportava após a morte de outros animais.
As evidências foram encontradas em fósseis que apresentam sinais claros de mordidas. Os pesquisadores analisaram o padrão das marcas e confirmaram a autoria do T-Rex.
Comportamento alimentar revelado
Os registros indicam que o dinossauro voltava às carcaças mesmo depois de dias. Esse hábito não era comum entre os grandes predadores da época.
As marcas nos ossos mostram diferentes profundidades. Algumas mordidas foram superficiais. Outras romperam estruturas ósseas densas.
A força da mandíbula do Tiranossauro alcançava até 6 toneladas por centímetro quadrado. Essa potência deixava sinais únicos que os cientistas conseguem identificar milhões de anos depois.
Importância da descoberta
A pesquisa preenche lacunas sobre a ecologia do período Cretáceo. Até agora, poucos fósseis apresentavam evidências diretas de interação entre predadores e presas após a morte.
Os ossos analisados pertencem a diferentes espécies de dinossauros herbívoros. Todos viveram no mesmo período geológico que o T-Rex.
Cientistas conseguiram distinguir marcas feitas antes e depois da fossilização. Essa técnica permite separar danos naturais de ataques reais.
Próximos passos
A equipe planeja analisar mais fósseis da mesma região. O objetivo é mapear padrões de alimentação e comportamento territorial.
Novas tecnologias de escaneamento 3D permitem examinar detalhes invisíveis a olho nu. Os pesquisadores esperam encontrar mais evidências em coleções de museus.
O estudo foi publicado em revista científica especializada. A datação dos fósseis utilizou métodos radiométricos de alta precisão.
Os achados confirmam que o Tiranossauro Rex não era apenas um caçador ativo. O animal também aproveitava carcaças disponíveis no ambiente.