Mansão de R$ 2 mi do PCC: tribunal do crime negocia imóveis

Mansão de R$ 2 mi do PCC: tribunal do crime negocia imóveis
Foto: Metrópoles

Uma mansão avaliada em R$ 2 milhões foi negociada no chamado "tribunal do crime" do PCC. A revelação faz parte da Operação Janus, deflagrada nesta terça-feira (21/7) pelo Ministério Público de São Paulo.

A investigação expõe os bastidores das transações patrimoniais da maior facção criminosa do país. Integrantes do PCC usam o tribunal interno para resolver disputas sobre bens de luxo.

Como funciona o esquema

O MPSP mapeou a estrutura paralela de negociações. O tribunal do crime decide quem fica com imóveis adquiridos com dinheiro do tráfico.

A mansão investigada está localizada em área nobre. O imóvel seria fruto de atividades ilícitas da organização criminosa.

Documentos apreendidos mostram detalhes das negociações. Membros da facção registram acordos e decisões sobre propriedades.

Operação Janus

A ação do MP paulista mira o patrimônio do PCC. Investigadores rastreiam bens em nome de laranjas e familiares.

Além da mansão, outras propriedades estão sob análise. O esquema envolve imóveis comerciais e residenciais de alto padrão.

A operação recebeu o nome de Janus, deus romano de duas faces. A referência indica a dupla identidade dos criminosos: aparência legal, origem ilegal.

Promotores trabalham para bloquear os bens identificados. O objetivo é desarticular a estrutura financeira da facção.

Tribunal paralelo

O tribunal do crime funciona como instância decisória interna. Líderes do PCC julgam conflitos entre membros.

As decisões têm força de lei dentro da organização. Descumprir ordens pode resultar em punições severas.

A investigação revelou atas e registros das reuniões. Material comprova a existência da estrutura paralela de poder.

Autoridades consideram a operação um golpe relevante. Atingir o patrimônio enfraquece a capacidade operacional da facção.

O MPSP não divulgou quantas pessoas foram alvo de mandados. A operação segue em andamento com buscas e apreensões.