Lula recebe PDT de volta: partido volta ao Planalto
O PDT voltou. Em convenção nacional realizada neste sábado, o partido oficializou o apoio à reeleição do presidente Lula em 2026. A decisão marca o retorno da sigla à aliança presidencial liderada pelo PT após seis anos de rompimento.
Lula participou pessoalmente do evento. O presidente discursou e selou a reaproximação com a legenda trabalhista. A última vez que PDT e PT estiveram juntos numa campanha presidencial foi em 2014, quando Dilma Rousseff venceu no segundo turno.
O racha começou em 2018. Naquele ano, o PDT lançou o ex-ministro Ciro Gomes como candidato próprio ao Planalto. A sigla repetiu a jogada em 2022, novamente com Ciro na disputa. Nas duas ocasiões, o pedetista ficou em terceiro lugar.
Decisão do Planalto
A mudança de postura do PDT reflete cálculos políticos claros. Com Ciro Gomes fora dos planos presidenciais, o partido optou por voltar à base aliada. A decisão foi negociada diretamente com o Planalto nas últimas semanas.
O PDT controla governos estaduais importantes. A sigla comanda o Ceará e tem presença significativa no Congresso Nacional. O apoio pedetista fortalece a base de Lula no primeiro turno.
Aliança ampliada
A convenção formalizou o que já estava em curso. Nos últimos meses, lideranças do PDT vinham sinalizando disposição para o entendimento com o governo. O PT aceitou abrir espaço na chapa e nas articulações regionais.
O partido trabalhista se junta a uma coligação que já reúne PT, PSB, PCdoB e outras legendas de centro-esquerda. A estratégia petista é construir uma frente ampla para garantir a vitória logo no primeiro turno.
A decisão do PDT encerra um ciclo de distanciamento. A sigla volta ao campo político onde nasceu: ao lado do trabalhismo petista. A convenção selou a paz após anos de conflito público entre Lula e Ciro Gomes.