Lula promete 'briga' com Congresso por emendas em 4º mandato
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu enfrentar o Congresso Nacional no controle das emendas parlamentares caso seja reeleito. O anúncio foi feito durante a convenção do PT que oficializou sua candidatura ao quarto mandato.
Lula atacou o que chamou de avanço do Legislativo sobre áreas tradicionalmente comandadas pelo Executivo. O alvo principal: o Orçamento da União.
"Vou ter que brigar com o Congresso", afirmou o petista ao criticar o volume de recursos destinados às emendas parlamentares.
O que está em jogo
O presidente reclamou de três pontos específicos:
- Crescimento das emendas parlamentares no Orçamento
- Aumento do fundo partidário
- Perda de atribuições do Poder Executivo
As emendas parlamentares viraram moeda de troca entre governo e Congresso nos últimos anos. O volume de recursos controlados por deputados e senadores explodiu.
Em 2024, as emendas somaram mais de R$ 50 bilhões. O valor supera o orçamento de ministérios inteiros.
Queda de braço entre poderes
O Supremo Tribunal Federal já interveio diversas vezes no tema. A Corte impôs regras de transparência e rastreabilidade para as emendas.
Lula reclama que o Congresso assumiu poderes que antes eram do presidente. A disputa reflete tensão crescente entre Executivo e Legislativo.
O fundo partidário também entrou na mira. O presidente criticou o aumento dos recursos públicos destinados aos partidos políticos.
A fala de Lula sinaliza que um eventual quarto mandato pode ter embate direto com parlamentares. A relação já é tensa no terceiro mandato.
Contexto político
A convenção do PT oficializou a candidatura de Lula à reeleição em 2026. O partido aposta na polarização com a direita.
Mas a promessa de confronto com o Congresso pode complicar a governabilidade. Deputados e senadores controlam a aprovação de leis e do Orçamento.
A declaração repercute enquanto o governo negocia pautas prioritárias no Legislativo. A reforma tributária e projetos econômicos dependem do apoio parlamentar.