Lula agenda reunião sobre onda de falências no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião emergencial com ministros econômicos para esta semana. O motivo: o aumento expressivo de falências decretadas no Brasil nos últimos meses.
A agenda de Lula foi alterada após relatório do Ministério do Desenvolvimento mostrar números alarmantes. Só no segundo trimestre, os pedidos de falência subiram 47% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Participam do encontro os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e do Trabalho, Luiz Marinho. A reunião está marcada para quinta-feira, no Palácio do Planalto.
Setor produtivo pressiona
Entidades empresariais entregaram carta ao governo na semana passada. O documento cobra medidas imediatas para conter a sangria de empresas.
"A carga tributária e os juros elevados estão quebrando o setor produtivo", afirmou o presidente da Confederação Nacional da Indústria em nota oficial.
O Banco Central mantém a taxa Selic em patamar elevado desde 2022. A medida visa controlar a inflação, mas encarece o crédito para empresas.
Números preocupam
Dados do Serviço de Proteção ao Crédito revelam o tamanho do problema:
- 12.300 falências decretadas no primeiro semestre
- 89% são pequenas e médias empresas
- Varejo e construção civil lideram o ranking
- 230 mil empregos perdidos diretamente
O governo estuda pacote de medidas para socorrer empresas em dificuldade. Entre as propostas, está a renegociação de dívidas tributárias com desconto e parcelamento estendido.
Oposição ataca
Partidos de oposição aproveitaram os números para criticar a política econômica. "O governo perdeu o controle. Empresas fecham enquanto ministros fazem propaganda", declarou líder da oposição no Senado.
A equipe econômica nega responsabilidade direta. Alega que o cenário internacional desfavorável e a herança da pandemia ainda pesam sobre o setor produtivo.
A decisão sobre novas medidas deve sair após a reunião de quinta-feira.