Lindbergh chama Eduardo Bolsonaro de traidor por green card
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), vice-líder do governo no Congresso, classificou Eduardo Bolsonaro como "traidor da pátria" nesta segunda-feira (20/1). O ataque veio após a revelação de que o deputado federal recebeu green card concedido por Donald Trump.
A residência permanente nos Estados Unidos foi confirmada pelo próprio Eduardo nas redes sociais. Ele comemorou o documento que permite viver e trabalhar legalmente no território americano.
Conflito político explode
Lindbergh Farias não poupou palavras. "Um deputado brasileiro que pega green card de outro país é traidor da pátria", disparou o senador. A declaração intensifica o embate entre governo e oposição bolsonarista.
O green card permite ao titular solicitar cidadania americana após cinco anos. Eduardo Bolsonaro é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e deputado federal por São Paulo.
Questionamentos sobre lealdade
A concessão do documento levanta questões sobre conflito de interesses. Eduardo atua como parlamentar brasileiro enquanto mantém status de residente permanente nos Estados Unidos.
Críticos apontam contradição. O deputado sempre defendeu bandeiras nacionalistas e soberania brasileira em seus discursos. Agora possui vínculo formal com governo estrangeiro.
Trump concedeu o benefício nos últimos dias de seu primeiro mandato. A medida favoreceu aliados políticos internacionais do ex-presidente americano.
Repercussão nas redes
A declaração de Lindbergh viralizou nas redes sociais. Apoiadores do governo atual endossaram a crítica. Bolsonaristas rebateram, alegando perseguição política.
Eduardo Bolsonaro mantém relação próxima com Donald Trump desde 2019. Ele chegou a ser cotado para embaixador do Brasil nos Estados Unidos durante o governo do pai.
O caso reacende debate sobre dupla lealdade de políticos brasileiros. Especialistas divergem sobre compatibilidade entre mandato parlamentar e residência permanente no exterior.