Libaneses voltam a vilas que Israel 'nunca ocupou', diz Al Jazeera
Moradores libaneses começaram a retornar nesta segunda-feira (21) a vilas descritas como 'zona-piloto' em acordo mediado pelos Estados Unidos. O problema: eles afirmam que Israel nunca ocupou essas áreas.
O plano norte-americano prevê que Israel devolva o controle de algumas regiões ao governo libanês. As tropas israelenses deveriam se retirar de territórios ocupados no sul do Líbano.
A disputa territorial
Habitantes locais contestam a narrativa oficial. Segundo eles, as forças de Israel não chegaram a estabelecer controle efetivo sobre as vilas incluídas no acordo.
A contradição levanta dúvidas sobre o alcance real da ocupação militar e a legitimidade do processo de devolução.
O que prevê o acordo
A mediação dos EUA estabelece:
- Retirada gradual de tropas israelenses
- Transferência do controle para autoridades libanesas
- Criação de zonas-piloto para testar o modelo
- Monitoramento internacional do processo
Washington apresenta o plano como avanço diplomático na região. A Casa Branca não comentou as alegações de que algumas áreas nunca estiveram sob ocupação.
Tensão permanece
O conflito entre Israel e grupos no Líbano se arrasta há décadas. A fronteira sul libanesa permanece como zona de tensão constante.
Moradores relatam receio de novas incursões. A desconfiança mútua dificulta acordos duradouros.
O governo libanês confirmou o retorno de civis às vilas. Autoridades locais prometem restabelecer serviços básicos nas áreas.
Observadores internacionais acompanham a implementação do plano. O sucesso da fase-piloto pode definir os próximos passos da negociação.