Justiça barra jacarés em fosso de prisão israelense
A Justiça de Israel suspendeu nesta segunda-feira a transferência de crocodilos do Nilo para o fosso da prisão de Ketziot. O plano foi barrado após petição de grupo de defesa dos animais.
O Tribunal Distrital de Jerusalém deu prazo até quarta-feira para o governo responder à ação. A iniciativa era do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir.
Plano polêmico
Ben Gvir queria cercar a prisão com crocodilos do Nilo como medida de segurança. O presídio de Ketziot fica no deserto de Neguev, sul de Israel.
A ideia gerou reação imediata de organizações de proteção animal. Elas argumentam que os répteis sofreriam em condições inadequadas.
O ministro defende o projeto como forma de reforçar a segurança do complexo prisional. Ketziot abriga prisioneiros de segurança máxima.
Decisão judicial
A liminar impede qualquer movimentação dos animais até decisão final. O tribunal exigiu explicações detalhadas sobre o bem-estar dos crocodilos.
A resposta do Estado deve incluir laudos técnicos sobre as condições do fosso. Veterinários precisam avaliar se o ambiente é adequado para a espécie.
Ben Gvir não se pronunciou sobre a suspensão. O Ministério da Segurança Nacional informou que vai cumprir a ordem judicial.
Contexto
O ministro é conhecido por propostas controversas no sistema prisional israelense. Ele já defendeu endurecimento das condições para prisioneiros palestinos.
A prisão de Ketziot é uma das maiores de Israel. Foi construída na década de 1980 durante a primeira Intifada.
Crocodilos do Nilo podem atingir até seis metros de comprimento. São considerados uma das espécies mais agressivas do mundo.
A audiência sobre o caso está marcada para esta semana. Grupos ambientalistas prometem acompanhar o desenrolar do processo.