Irã ataca Amazon no Bahrein em retaliação aos EUA
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou nesta quinta-feira ter atacado instalações da Amazon no Bahrein. O alvo foi infraestrutura de computação em nuvem da gigante americana.
O ataque aconteceu como resposta direta aos bombardeios dos Estados Unidos contra a cidade iraniana de Darkhovin. A Guarda classificou a ação como "retaliação proporcional".
Instalações da Amazon no Golfo Pérsico
O Bahrein abriga data centers estratégicos da Amazon Web Services (AWS). A empresa usa o pequeno país insular como base para operações em toda a região do Golfo Pérsico.
Não há informações sobre baixas ou extensão dos danos. A Amazon ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente.
Tensão entre Teerã e Washington
O conflito entre Irã e Estados Unidos escalou após os ataques americanos em Darkhovin. A cidade iraniana foi bombardeada em operação que Washington justificou como preventiva.
Teerã considera os ataques uma violação da soberania iraniana. A Guarda Revolucionária prometeu novas ações caso os bombardeios continuem.
A escolha de alvos civis ligados a empresas americanas marca mudança na estratégia iraniana. Até agora, as respostas se concentravam em alvos militares.
Implicações regionais
O Bahrein mantém relações estreitas com Washington. O país hospeda a Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos.
Analistas alertam que ataques a infraestrutura civil podem ampliar o conflito. Empresas de tecnologia operam instalações críticas em todo o Golfo Pérsico.
A situação coloca aliados americanos na região em posição vulnerável. Países como Bahrein e Emirados Árabes podem se tornar alvos de retaliações iranianas.