Iochpe-Maxion tem trimestre fraco e espera recuperação só no fim de 2026
A Iochpe-Maxion (MYPK3) vai amargar mais um trimestre difícil. O Citi retomou a cobertura da fabricante de rodas e chassis nesta terça-feira (21) com uma prévia pouco animadora para o segundo trimestre de 2026.
O banco projeta receita de R$ 3,9 bilhões para o período — uma queda de 3% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. A recomendação permanece neutra.
Alívio só no segundo semestre
Os analistas do Citi esperam que a empresa só mostre sinais consistentes de recuperação nos últimos seis meses de 2026. Até lá, a companhia deve seguir pressionada por desafios no mercado automotivo.
A Iochpe-Maxion fornece componentes para montadoras globais. Qualquer oscilação na produção de veículos impacta diretamente seus resultados.
Números do trimestre
A previsão do Citi para o 2T26 da Iochpe-Maxion inclui:
- Receita líquida: R$ 3,9 bilhões (queda de 3% ano a ano)
- Perspectiva de melhora adiada para o segundo semestre
- Recomendação neutra mantida pelo banco
O banco não divulgou projeções de lucro ou Ebitda na prévia inicial.
Contexto do setor
O setor automotivo brasileiro enfrenta ventos contrários. Juros elevados reduzem o financiamento de veículos. A indústria global também passa por ajustes na transição para eletrificação.
A Iochpe-Maxion tem operações no Brasil, Estados Unidos, Europa e Ásia. A diversificação geográfica oferece proteção parcial contra crises regionais, mas não elimina a exposição ao ciclo automotivo global.
O mercado agora aguarda a divulgação oficial dos resultados da companhia para confirmar as estimativas do Citi. A empresa ainda não comentou as projeções do banco.