Incorporadora do Rio aposta em prédios antigos para home office
Uma incorporadora carioca está transformando imóveis antigos do Centro do Rio em apartamentos modernos. O alvo: profissionais que trabalham de casa e buscam espaços com estrutura para home office.
A estratégia aposta no chamado 'morador híbrido'. São pessoas que dividem o tempo entre trabalho remoto e presencial. Precisam de internet rápida, área para escritório e localização central.
Prédios históricos ganham nova vida
A empresa adquire edifícios comerciais antigos em regiões nobres do Centro. Os imóveis passam por retrofit completo. Saem escritórios corporativos, entram apartamentos compactos equipados.
O movimento acontece enquanto o mercado imobiliário tenta se adaptar às mudanças pós-pandemia. Muitas empresas reduziram espaços físicos. Prédios comerciais ficaram vazios.
Quem é o novo morador
O perfil buscado tem entre 28 e 45 anos. Trabalha para empresas de tecnologia, consultorias ou startups. Valoriza mobilidade urbana e proximidade com metrô.
Os apartamentos têm entre 35 e 55 metros quadrados. Todos contam com infraestrutura de fibra óptica e tomadas extras para equipamentos. Áreas comuns incluem coworking e salas de reunião.
Aposta no Centro
A incorporadora concentra projetos em bairros como Cinelândia, Castelo e Lapa. Regiões que perderam população nas últimas décadas agora voltam ao radar.
O custo dos imóveis antigos é menor que terrenos em bairros valorizados. A empresa economiza na aquisição e investe na reforma.
Especialistas do setor veem a estratégia com cautela. O Centro do Rio enfrenta desafios de segurança e infraestrutura urbana. O sucesso depende de melhorias na região.
A primeira unidade deve ser entregue no segundo semestre. A incorporadora não divulgou valores nem número de unidades previstas.
O projeto representa uma aposta clara: o trabalho remoto veio para ficar. E vai redesenhar o mapa imobiliário das grandes cidades brasileiras.