Incorporadora aposta em prédios antigos do Rio para novo perfil
Uma incorporadora decidiu aproveitar prédios antigos no Centro do Rio de Janeiro para lançar empreendimentos voltados ao "morador híbrido". A estratégia mira profissionais que trabalham parte da semana em casa e parte no escritório.
A empresa identificou oportunidade em edifícios comerciais e residenciais subutilizados na região central. Os imóveis passam por retrofit para se adequar ao novo público.
O perfil-alvo são trabalhadores que buscam localização estratégica, próxima a transporte público e serviços. A aposta é que o regime híbrido de trabalho, consolidado após a pandemia, sustente a demanda.
Transformação de uso
Os prédios escolhidos ficam em áreas históricas do Rio. Parte eram antigos edifícios comerciais. Outra fatia corresponde a residenciais desvalorizados.
A incorporadora não divulgou valores de investimento. Segundo executivos da companhia, o projeto busca revitalizar espaços urbanos abandonados.
As unidades terão entre 30 e 60 metros quadrados. O projeto inclui áreas de coworking e espaços compartilhados.
Mercado imobiliário e trabalho
O movimento reflete mudança no mercado imobiliário carioca. Empresas tentam se adaptar ao novo comportamento de consumo pós-pandemia.
Dados do setor mostram crescimento na busca por imóveis menores e bem localizados. O Centro do Rio vinha perdendo moradores nas últimas décadas.
A estratégia da incorporadora contrasta com lançamentos tradicionais na Zona Oeste. A região concentrava a maior parte dos novos empreendimentos nos últimos anos.
Analistas do mercado imobiliário avaliam o projeto como arriscado. O Centro ainda enfrenta problemas de segurança e infraestrutura.
As primeiras unidades devem ser lançadas no segundo semestre. A incorporadora promete manter características arquitetônicas originais dos edifícios históricos.