IA nacional identifica câncer de pele em 3 segundos
Uma inteligência artificial desenvolvida por pesquisadores brasileiros consegue identificar casos suspeitos de câncer de pele em apenas três segundos. A tecnologia analisa imagens de lesões cutâneas e aponta a necessidade de investigação mais detalhada.
O sistema foi criado por cientistas da Universidade de São Paulo em parceria com instituições de saúde. A ferramenta usa algoritmos treinados com milhares de imagens de melanomas e outros tipos de câncer de pele.
Como funciona
O médico fotografa a lesão suspeita com um smartphone ou câmera comum. A IA processa a imagem e retorna um resultado indicando o grau de suspeita. O diagnóstico definitivo continua sendo feito por dermatologista.
A velocidade é o diferencial. Enquanto a análise humana pode levar dias ou semanas devido a filas de atendimento, a triagem automatizada acontece instantaneamente.
Impacto no SUS
O Brasil registra cerca de 185 mil novos casos de câncer de pele por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer. A maioria dos diagnósticos acontece em estágio avançado por falta de acesso rápido a especialistas.
A tecnologia pode ser integrada em unidades básicas de saúde. Clínicos gerais fariam a triagem inicial e encaminhariam apenas casos realmente suspeitos para dermatologistas.
Testes preliminares mostram taxa de acerto superior a 90% na identificação de lesões que precisam de biópsia. O índice se aproxima da precisão de dermatologistas experientes.
Próximos passos
A ferramenta está em fase final de validação clínica. Os desenvolvedores buscam aprovação da Anvisa para uso em larga escala no sistema público de saúde.
A expectativa é reduzir o tempo entre suspeita e diagnóstico definitivo de meses para semanas. O câncer de pele tem taxa de cura superior a 90% quando detectado precocemente.
O projeto recebeu financiamento de agências de fomento à pesquisa e pode se tornar referência para outros países em desenvolvimento.