IA escreve cantadas: 49% da geração Z usa robô em apps

IA escreve cantadas: 49% da geração Z usa robô em apps
Foto: canaltech.com.br

Quase metade da geração Z nos Estados Unidos terceirizou o flerte para robôs de inteligência artificial. Levantamento do Match Group em parceria com o Kinsey Institute revela que 49% dos jovens americanos usam IA em aplicativos de namoro.

O fenômeno ganhou nome: chatfishing. Solteiros recorrem ao ChatGPT e ao Claude para escrever mensagens, criar frases de abertura e até analisar conversas que deram errado.

As buscas pelo termo explodiram 5.000% no Google, segundo dados do site The Next Web.

Robô fazendo o trabalho humano

Entre todos os adultos americanos, 26% já usaram inteligência artificial em alguma etapa do namoro online. A ferramenta ajuda desde a escolha de fotos do perfil até a redação de biografias.

Tinder, Hinge e Bumble não possuem políticas para identificar ou restringir o uso de IA. As plataformas afirmam não ter como detectar a prática.

O problema da autenticidade

O chatfishing levanta questões sobre autenticidade nas relações digitais. Usuários que acreditam estar conversando com outra pessoa na verdade interagem com respostas geradas por algoritmos.

A prática transforma o flerte em processo industrial. Frases personalizadas viram produtos em série, sem conexão real com quem as envia.

Especialistas alertam que a dependência de IA pode prejudicar habilidades sociais. O resultado: menos capacidade de manter conversas espontâneas quando o encontro acontece pessoalmente.

Por enquanto, os aplicativos de namoro seguem sem regulamentação sobre o tema. A tendência é que o uso de robôs para flertar continue crescendo, especialmente entre os mais jovens.