Green card de Eduardo Bolsonaro blinda contra extradição
Donald Trump concedeu green card a Eduardo Bolsonaro nesta semana. O ex-deputado federal brasileiro ganhou residência permanente nos Estados Unidos dias após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal.
A residência permanente muda o status legal de Eduardo no território americano. Ele agora tem direito a trabalhar, estudar e viver indefinidamente no país sem necessidade de visto.
Extradição fica mais difícil
O green card complica qualquer pedido de extradição do Brasil. Residentes permanentes dos EUA contam com proteções legais mais robustas que turistas ou portadores de visto temporário.
Eduardo foi condenado pelo STF a 4 anos e 9 meses de prisão. A sentença pode ser cumprida em regime semiaberto. O ex-deputado responde por suposta participação em atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
Tratados de extradição entre Brasil e Estados Unidos preveem exceções para crimes políticos. A defesa de Eduardo pode usar esse argumento para barrar eventual pedido brasileiro.
Relação com Trump
Eduardo Bolsonaro mantém proximidade com o círculo de Donald Trump desde 2018. O brasileiro participou de eventos da campanha republicana e frequenta círculos conservadores americanos.
A concessão do green card ocorreu por decisão direta do presidente americano. Trump tem poder para autorizar residências permanentes em casos especiais.
Novos direitos
Com a residência permanente, Eduardo pode:
- Trabalhar legalmente em qualquer empresa americana
- Abrir negócios próprios sem restrições
- Acessar alguns benefícios sociais
- Solicitar green card para dependentes diretos
- Requerer cidadania americana após cinco anos
O documento não garante imunidade criminal nos EUA. Eduardo continua sujeito às leis americanas como qualquer residente.
A família Bolsonaro não comentou oficialmente a concessão do green card. O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta processos no STF e está com passaporte retido no Brasil.