Gatos obesos podem receber versão veterinária do Ozempic

Gatos obesos podem receber versão veterinária do Ozempic
Foto: exame.com

A indústria farmacêutica veterinária corre para desenvolver uma versão animal dos medicamentos para emagrecimento que viraram febre mundial. Gatos e cachorros com sobrepeso podem em breve receber tratamento similar ao Ozempic.

Laboratórios especializados em saúde animal já testam fórmulas adaptadas dos agonistas de GLP-1, classe de remédios que inclui semaglutida e tirzepatida. A meta é combater a obesidade crescente entre pets domésticos.

Nos Estados Unidos, mais de 60% dos gatos e 56% dos cachorros apresentam excesso de peso ou obesidade. Os números preocupam veterinários porque aumentam riscos de diabetes, problemas cardíacos e articulares nos animais.

Como funcionaria o tratamento

O medicamento veterinário teria mecanismo similar ao usado em humanos. Reduziria o apetite e aumentaria a sensação de saciedade nos animais. Aplicação seria por injeção, assim como nas versões para pessoas.

Pesquisadores alertam que adaptações são necessárias. O metabolismo animal difere do humano. Dosagens e frequência de aplicação precisam ser calibradas para evitar efeitos colaterais.

Mercado bilionário em jogo

O setor de saúde animal movimenta cifras expressivas globalmente. Só em medicamentos veterinários, o mercado atinge US$ 40 bilhões anuais. Donos de pets gastam cada vez mais com tratamentos de qualidade.

Empresas farmacêuticas veem oportunidade lucrativa. A Zoetis, maior companhia de saúde animal do mundo, já sinalizou interesse em terapias contra obesidade. Outras gigantes do setor acompanham de perto.

Veterinários recomendam cautela. Defendem que dieta balanceada e exercícios continuam sendo prioridade. O medicamento seria complemento, não substituição de hábitos saudáveis.

Aprovação regulatória ainda depende de testes clínicos extensos. Especialistas estimam que versões veterinárias possam chegar ao mercado em três a cinco anos. Preço deve ser elevado, como acontece com versão humana.

A obesidade em pets reflete mudanças no estilo de vida urbano. Animais sedentários e superalimentados desenvolvem problemas similares aos humanos. Tratamento farmacológico seria nova ferramenta contra epidemia silenciosa.