Flávio recusou escolta da PF por estratégia de campanha
O coordenador de campanha de Flávio Dino confirmou nesta segunda-feira que a recusa do ministro à escolta da Polícia Federal foi uma jogada eleitoral planejada. A decisão integrou a estratégia montada pela equipe para disputar o Planalto.
Eduardo Marinho, responsável pela coordenação, afirmou que abrir mão da proteção policial fez parte do cálculo político da candidatura. O movimento buscava construir uma imagem específica junto ao eleitorado.
Segurança rejeitada por cálculo político
A Polícia Federal oferece escolta a autoridades que ocupam cargos de primeiro escalão do governo federal. Flávio Dino, como ministro do Supremo Tribunal Federal, tinha direito ao serviço de segurança.
Segundo Marinho, a campanha avaliou que recusar a escolta transmitiria uma mensagem ao público. A decisão passou por análise da equipe antes de ser implementada.
Estratégia para o Planalto
A revelação ocorre em momento de debate sobre os rumos políticos do ministro. Flávio Dino tem sido cotado para posições de maior destaque no cenário nacional.
A confirmação de que a recusa foi estratégica expõe os bastidores do planejamento político. Marinho não detalhou outros elementos da campanha que seguiram lógica semelhante.
Procurado, o gabinete do ministro não se pronunciou sobre a declaração do coordenador até o fechamento desta edição.
O que significa
A revelação mostra como decisões aparentemente pessoais de autoridades podem integrar estratégias eleitorais maiores. O caso ilustra o peso que gestos simbólicos carregam em campanhas políticas.
A recusa da escolta da PF por parte de ministros não é comum. A maioria aceita a proteção oferecida pelo protocolo de segurança.