EUA acusam Cuba de orquestrar protestos desde assassinato de Floyd
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta segunda-feira um relatório de 100 páginas que liga o regime cubano a uma série de protestos em solo americano. Entre eles, as manifestações que tomaram o país após o assassinato de George Floyd em 2020.
O documento aponta Cuba como centro de uma operação de influência que teria começado nos anos 1960. Segundo o governo americano, Havana atuaria como eixo de um modelo distinto de interferência em movimentos de protesto.
A acusação mira diretamente o governo cubano. Washington contra Havana, em síntese.
O que diz o relatório
O Departamento de Estado alega que o regime cubano vem servindo como "coração pulsante" de um tipo novo de interferência em protestos americanos. A estratégia teria décadas de operação.
As manifestações após a morte de Floyd mobilizaram milhões de pessoas nos EUA em 2020. O caso ganhou repercussão global. Floyd morreu após um policial branco ajoelhar sobre seu pescoço por mais de nove minutos em Minneapolis.
O relatório não detalha como essa influência teria ocorrido especificamente nos protestos de Floyd. Também não apresenta evidências diretas de coordenação entre Cuba e organizadores das manifestações.
Contexto político
A divulgação ocorre em momento de tensão renovada entre Washington e Havana. A administração americana tem endurecido o discurso sobre regimes socialistas na América Latina.
Cuba nega sistematicamente acusações de interferência em assuntos internos dos EUA. O governo de Díaz-Canel classifica tais alegações como propaganda.
O documento de 100 páginas abrange décadas de suposta atividade cubana. Vai além dos protestos de Floyd, incluindo outros movimentos sociais americanos desde os anos 1960.
Especialistas em relações internacionais aguardam acesso ao relatório completo para avaliar as evidências apresentadas. A metodologia usada pelo Departamento de Estado ainda não foi detalhada publicamente.
O tema promete alimentar debates no Congresso americano sobre política externa e segurança nacional.